CONHEÇA ABAETETUBA

Venha conhecer a capital mundial do brinquedo do miriti

A história e o desenvolvimento de Abaetetuba deram-lhe diversos títulos, entre eles o de - Capital Mundial do Miriti

Origem do município de Abaetetuba está relacionada com a história de Abaetetuba e Beja, que, a princípio, constituíam Vilas distintas e, posteriormente, foram incorporadas e passaram a pertencer ao mesmo município.Os frades capuchos de Santo Antônio, após fundarem o Convento do Una, em Belém, em 1617, passaram a percorrer as terras onde habitavam os índios remanescentes da tribo Mortiguar. Nesse território construíram uma aldeia com caráter de missão religiosa.O então governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado nomeou a nova aldeia de Samaúma. Tempos depois, a aldeia de Samaúma foi instalada como Freguesia, com o nome de São Miguel de Beja.Os frades capuchos ali permaneceram até 1653, sendo substituídos pelos padres jesuítas, inicialmente através do padre alemão Aluízio Conrado Pfeil, que já catequizava a tribo dos índios abaetés. Com a sua partida, substituiu-lhe o padre Antônio Ekel, que deu início à construção de um templo, concluído somente dois séculos depois, já em 1883, pelo padre Francisco Manoel Pimentel.Outro jesuíta de renome que por lá andou foi o padre João Felipe Bettendorf, autor da obra intitulada História, que serve de base para o estudo do passado colonial do Estado do Pará.

Localiza-se a uma latitude 01º43'05" sul e a uma longitude 48º52'57" oeste, estando a uma altitude de 10 metros.

Cidade pólo de uma região que abrange os municípios de Moju, Igarapé-Miri e Barcarena (somando uma população de mais de 350 mil habitantes), Abaetetuba é a sexta maior cidade do estado e atualmente passa por um momento de crescimento econômico acelerado devido a excelente logística que a cidade proporciona, com fácil acesso aos Portos de Belém, Vila do Conde e ao sul do Pará, além da proximidade do Pólo Industrial na Vila dos Cabanos que fica a 30 km. Diversas empresas estão se instalando no município aproveitando também a grande rede de serviços da cidade, fato refletido no PIB municipal, que triplicou em quatro anos.

A atividade econômica predominante no município é o terceiro setor (comércio e serviços), que conta com uma ampla rede de estabelecimentos das mais diversas atividades.

Os habitantes do município, tanto os da cidade como os do “centro” e das ilhas, estão apaixonados pela sua terra e seus rios. Além do "bairrismo", o que salta aos olhos de quem a visita pela primeira vez é o amor pela cultura herdada de seus pais. Espalhados pelo mundo afora, os “filhos de Abaeté” vivem com saudade de sua terra e estão sempre prontos para falar das maravilhas do seu torrão natal. Suas recordações sobre a "terra maratauíra" são autênticas declarações de amor. Abaetetuba oferece algumas coisas dignas de serem visitadas e admiradas. Muitas se perderam no passado; outras são recuperadas pela persistência dos muitos apaixonados, que as trazem de volta. É o caso dos “engenhos da cachaça” que tornam a cachaça de Abaetetuba renomada e imortalizada nos versos do grande Ruy Barata, ao cantar " só lembrar da mardita me lembrei de Abaeté...". Outro acervo folclórico, que só existe na recordação dos mais velhos, é bem representado pelos "fofoi" e "fofia". A partir de 2005, há um movimento de resgate e valorização de outras expressões culturais e folclóricas, como a “Tiração de Reis”, no dia dos Santos Reis (6 de janeiro), as “Pastorinhas” do período de Natal; as noites de Carnaval; as Festas Juninas celebradas de maneira popular nas ruas e nos bairros e de forma organizada com as inúmeras “Quadrinhas Juninas”.

O açaí é outra produção importante. O mesmo local em que funciona a feira, pela manhã, no período da tarde, transforma-se num estacionamento de caminhões, que encostam diariamente para fazer o carregamento do açaí. A maior parte dessa produção não permanece no município; é enviada para Belém e para outras cidades vizinhas.

Vários rios estão inseridos na hidrografia do município. São eles o Tocantins, o Maratauíra, o Arapapu, o Acaraqui, o Piquiarana, o Tucumanduba, o Caripetuba, o Xingu, dentre outros.

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